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Haddad Contrasta Abordagens de Políticas Públicas: Da ‘Elite’ à Inclusão Massiva

Foto : Diogo Zacarias / MF / CP

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, trouxe à tona um debate central sobre a concepção e a implementação de políticas públicas no Brasil, traçando um paralelo incisivo entre as metodologias de instituições como o Banco Mundial e a abordagem adotada pelos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração do ministro ressaltou uma distinção filosófica fundamental: enquanto uma perspectiva tenderia a focar em intervenções direcionadas a grupos restritos, a outra priorizaria a abrangência e o impacto em larga escala sobre a população.

A Crítica ao Modelo Seletivo de Políticas

Ao afirmar que o Banco Mundial 'adorava fazer política pública para 15 pessoas', Haddad articulou uma crítica à percepção de que certas abordagens de desenvolvimento internacional e, por extensão, algumas filosofias de governo, tendem a privilegiar soluções de nicho ou reformas estruturais que, embora possam ser técnicas e sofisticadas, não alcançam o cidadão comum de forma direta ou massiva. Essa visão sugere que tais políticas, por vezes, são desenhadas para atender a segmentos específicos ou para otimizar indicadores econômicos sem necessariamente promover uma distribuição equitativa de oportunidades ou benefícios em toda a sociedade.

O Modelo 'Atacadão' de Lula: Abrangência e Impacto Social

Em contraste, o ministro descreveu a forma de atuar do presidente Lula como 'fazer no atacadão', uma metáfora que ilustra a prioridade de conceber e executar políticas com alcance massivo. Este modelo foca na democratização do acesso a bens e serviços essenciais, buscando transformar estruturalmente a sociedade ao incluir amplos setores da população que historicamente estiveram à margem das oportunidades. A essência é construir programas que possam ser escalados rapidamente e que tenham um impacto significativo na vida de milhões de brasileiros, em vez de se restringir a iniciativas pontuais.

Educação como Pilar da Inclusão Massiva

Neste contexto, Haddad mencionou explicitamente as políticas de educação como exemplos emblemáticos da abordagem 'atacadão'. O Programa Universidade Para Todos (Prouni), por exemplo, abriu as portas do ensino superior privado para estudantes de baixa renda através de bolsas de estudo, democratizando o acesso a um nível de educação antes restrito a poucos. Similarmente, a expansão sem precedentes dos institutos federais e universidades públicas federais em todo o país levou ensino técnico e superior de qualidade a regiões e comunidades que antes não tinham acesso, representando um investimento estratégico na qualificação profissional e na mobilidade social de jovens de diversas camadas sociais.

Implicações e o Compromisso do Governo Atual

A distinção feita por Haddad reflete a base ideológica da atual gestão, que se propõe a atuar de forma a garantir que os benefícios do desenvolvimento cheguem à maioria da população. Essa filosofia orienta não apenas as políticas educacionais, mas também outras áreas como a saúde, assistência social e infraestrutura, buscando reduzir desigualdades e fomentar um crescimento econômico que seja, ao mesmo tempo, inclusivo e sustentável. A visão é que a transformação social é alcançada por meio de políticas que desconstroem barreiras e ampliam o leque de possibilidades para todos os cidadãos, solidificando o papel do Estado como promotor de equidade.

Em suma, a fala do ministro sublinha um compromisso governamental com uma agenda que prioriza a amplitude e o impacto social, visando a construção de uma sociedade mais justa e com oportunidades distribuídas de forma equânime. É uma reafirmação da estratégia de que o desenvolvimento pleno de uma nação passa necessariamente pela inclusão de todos os seus membros no acesso a serviços e oportunidades essenciais.

Fonte: https://www.correiodopovo.com.br